segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Toda caminhada é feita passo a passo



Árvores não nascem majestosas,
Casas são construídas tijolo a tijolo,
Livros são escritos palavra a palavra,
Músicas são compostas nota a nota.

O fantástico é perceber que
Detalhes pequenos, simples,
Somados, juntados, fundidos,
Dão a grandiosidade das coisas.

Gestos de compreensão,
De respeito e solidariedade,
De perdão e fraternidade,
Constroem a paz, a harmonia e o amor.

Não nascemos prontos,
É dia após dia,
É vencendo cada batalha,
Que aprendemos enfrentar a vida.

Um sorriso que ilumina o dia,
Uma palavra que acalma a alma,
Um abraço que traz aconchego,
Pode ser o elemento transformador.

E o que desejamos para ser feliz?
Um mundo mais humano,
Mais fraterno e mais justo.
Precisamos de paz na alma e no coração.


Lilia Maria

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Finalizando



Saudades do que não houve,
Mas que em sonhos,
Viveu.
Abra os olhos
E viva!
Seja feliz agora!
E, se partir,
Leve a mala vazia
De dúvidas,
Sem peso
Ou arrependimento,
Mas cheia de muito,
Muito amor.

Lilia Maria

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Remexendo memórias


Lá fora, canta o bem-te-vi.
Eu bem que te vi,
Por foto, por video,
Sempre bonito assim.
Agora é saudade
Daquela velha amizade,
Do abraço,
Do aconchego,
Nas horas de precisão.
O tempo passou,
Mas tudo continua guardado,
Num cantinho escondido
No fundo do coração.
Abro a caixa,
O conteúdo me encanta.
O amor, o carinho,
Os sonhos, a cumplicidade,
As histórias vividas ou sonhadas,
Tudo preservado,
Pulsando, vivo, real.
Fecho a caixa cuidadosamente
Mas não tranco com chave.
O que tiver que ser, será,
Agora ou a qualquer tempo e lugar,
Nesta vida ou em outra que virá.

Lilia Maria

terça-feira, 18 de agosto de 2026

E assim nós vamos



Um dia escolhi ficar distante
Distante eu não veria
Seus olhos em outros olhos,
Seus braços em outros braços,
Seus lábio em outros lábios,
E me recolhi.
Eu fui, mas o sentimento ficou.
Como este sentimento é inquieto,
E não consegue ficar guardado,
Volta e meia ele aflora,
E me mostra insistentemente,
O que nunca deixou de existir.

Lilia Maria

domingo, 16 de agosto de 2026

Lembranças

Chovia tanto,
Que acabara encharcada,
Roupa colada no corpo,
Cabelos pingando,
Frio até nos ossos.
Um banho quente,
Eis a solução!
Tudo ficou tão bem,
Até virou história,
Que guarda na memória,
Na alma,
E no coração.

Lilia Maria

sábado, 18 de julho de 2026

Bom dia

 Bom dia Lilia Maria!
Lave o rosto na pia,
E sorria!
Tem sol lá fora,
E já é hora 
De acordar
E se aprumar.
Apesar de aposentada,
E não querer fazer nada,
Tem a casa pra arrumar, 
Louça pra lavar,
Roupa pra recolher,
E outras coisas pra fazer.
Vamos lá! Coragem!
Deixe de pensar bobagem.
Corre se trocar,
E comece a trabalhar.

Lilia Maria

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Fim de papo



Quanto mais eu vivo,
Menos vida me resta.
É fim de festa.
É hora dos mais amigos,
Das melhores conversas,
De arrumar a casa,
De colocar tudo no lugar,
E dormir em paz.

E, se o tempo é curto,
Tenho que aproveitar.
Me despir dos preconceitos,
Rever tudo que foi feito,
Perdoar e me perdoar.
Deixar o coração falar.
Seja lá quanto tempo houver,
É viver o que couber.

Lilia Maria

Amor



Amor é assim,

Chega devagarinho,

Se instala, e fica.

Não cobra nada,

Não pede nada,

Apenas te acompanha,

Silencioso…

Às vezes, é invisível aos olhos,

Mas presente no coração. 

Pode ficar latente,

Adormecido,

Esperando a hora de acordar,

De ser apoio e esteio.

E nunca te deixa sozinho,

É presente se precisar. 

Amor é o braço forte,

Que te apoia para descansar.


Lilia Maria

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Vivo a sonhar

 

Quanto mais eu durmo,
Mais insone eu fico.
Passo o dia em letargia,
Esperando acabar o dia,
Para enfim acordar.
Acordar?
Sim, minha vida é sonhar.
Lilia Maria

segunda-feira, 15 de junho de 2026

O sonho de sempre

Era sonho,
Era só encanto.

Era um bom momento,
Valia a pena vivier.

Era vida.
Acontecendo de chofre.

Não tinha ventania
Que o céu ousasse escurecer.

Sol brilhando forte,
Amor sem sustos.

Agora é só a boa lembrança,
Que o tempo não apagou.

Lilia Maria

terça-feira, 21 de abril de 2026

No dia do abraço


De repente o olhar ficou turvo,
E a lágrima rolou.
Não era de tristeza,
Era de emoção,
Emoção que brotou nos olhos
E correu para o coração.
Lembrar de abraços,
De tempos felizes,
De vida sem complicação,
Sem cobranças,
Sem preocupação.
Éramos felizes assim.
Mas crescemos,
Amadurecemos,
Envelhecemos.
Hoje as lembranças
Nutrem nossa ânsia de viver.
E sonhamos…
Nunca deixe os sonhos morrerem.
É através deles
Que eu o abraço todos os dias,
Com respeito, amor e carinho.
Sempre!

Lilia Maria 


Ouvindo a declamação de um poema de Vinicius de Moraes que falava de abraço, fiquei tão impactada, viajei através do tempo, e escrevi este poema.

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Justificativa

Olho o espelho,
E vejo o que foi vivido.
Rugas do choro,
Rugas do riso,
E das preocupações.
Quem não tem rugas,
Não tem histórias a contar
.
Lilia Maria

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Conecção perene


A vida de tropeços,
De escolhas erradas,
De decepções.
De amores vãos,
Não me fez esmorecer.
A cada queda,
Mesmo quando não houve
Uma mão amiga,
Uma palavra de apoio e consolo,
De alguma forma me refiz.
Andei sem rumo,
Trilhei caminhos,
Conheci novas pessoas,
Encontrei velhos amigos,
Mas uma conexão
Nunca deixou de existir.
Em presença ou nos pensamentos,
Na vida real ou virtual,
Sabe-se lá porque ou como,
Sempre esteve comigo,
No fundo do coração.

Lilia Maria 


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

O menino da praia


Um dia, o tu virou você,
O garoto praia vestiu terno,
Paulistanou…
Mas de resto, continuou.
O sorriso era o mesmo,
Os sonhos ainda estavam lá,
Bem guardados no coração.
Vez ou outra resgatava um,
Mas logo voltava ao seu papel.
Quem sabe um dia,
Ele volta à praia,
O lugar que tanto amou.

Lilia Maria

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Versão 7.3


Mais um ano se foi, e eu continuo aqui. Triste no coração, mas sempre sorrindo, vibrando, aceitando as provações que a vida me impõe.
Tenho esperança de um dia encontrar o caminho de volta para o meu porto seguro, o lugar onde a paz, o amor, a verdade e a sinceridade reinam.
Amanhã, no novo dia, no novo ano, vou tentar não mais fazer de conta, porque a conta é alta demais.
Adeus 72! Bem vindo 73! Que seja um ano bonzinho, porque a velhinha aqui não anda aguentando o repuxo.

Lilia Maria

sábado, 29 de novembro de 2025

Eu te amo!


Três palavrinhas simples que tornam a vida mais feliz, sejam dita por quem for, os pais, os filhos, os amigos, os namorados, os esposos.
Cresci numa família até muito amorosa, mas as três palavrinhas mágicas, não me lembro de tê-las ouvido. Embora eu soubesse que eu era amada, nunca ouvi da família. Cresci pensando que elas só seriam ditas pelo meu companheiro de vida.
O meu primeiro amor até me disse, mas por uma metáfora. Estávamos sentados num banco do Campus que ele disse: tudo fica mais bonito quando olhamos pelos olhos da mulher amada. Lindo, não é? Inesquecível também.
Anos mais tarde, um rapazola que insistia em me conhecer, de repente falou: eu amo você e vou me casar com você. Imperativo. Quase dois anos depois o casamento aconteceu.
Apesar dos muitos lembretes ditos pelo Dr Oswaldo Borges e sua esposa, dona Maria Lúcia, no curso de noivos e em muitas ocasiões da vida (eles eram amigos dos meus pais), o ritual foi sendo esquecido, até que eu percebi que o amor tinha acabado. Foi triste, foi difícil, mas amor não pode ser unilateral.
Durante o resto do meu tempo até hoje, já ouvi o eu te amo de duas pessoas que certamente são os amores da minha vida: minhas filhas, e já retribui também. Agora espero o “eu te amo” dos meus netos. Quem sabe um dia…
Mas o que eu queria dizer é que, a minha geração, mesmo tem muito amor em seus corações, não tem o costume de se declarar. Isto é fruto do modo que fomos criados.
Quero pedir desculpas à família e amigos por não ser tão expressiva. Amo vocês.
Lilia Maria

terça-feira, 21 de outubro de 2025

Mais um câncer se foi

 

A calma não é só no corpo,
É na alma.
A respiração leve,
A voz meio cansada,
O olhar meio vazio,
Sugere alguém partindo…
Não!!!
Estou chegando outra vez,
Plena, firme.
Só me dê um tempo
E logo estarei em pé,
Olhando o horizonte,
E caminhando ligeiro
Para novas aventuras.
E assim eu vou.
Lilia Maria

domingo, 5 de outubro de 2025

Crendices populares

 

Quando eu era criança, fui atropelada por crendices populares da época (quem não?).
Muitas vezes estas crendices ficam de tal forma arraigadas no nosso subconsciente, que mesmo sabendo que são apenas crendices, geram reações absurdas.
Lembro-me da minha avó dizendo que se uma borboleta pousasse na minha mão ou se ela voasse perto de mim, das suas asas saía substâncias que caindo em meus olhos, me deixaria cega. Isso ficou tão marcado em mim, que certa vez, já na universidade, uma mariposa voando pela sala de aula, passou pela minha cabeça. O susto foi tanto que não conseguia falar.
Não vou contar todas as histórias, são muitas, mas sempre me lembro de algumas:
- manga com leite é veneno,
-andar de costas, a mãe morria,
-espelho quebrado trazia uma maldição,
… e por aí vai.
Atualmente estou vivendo com uma delas martelando meu inconsciente: câncer não tem cura. Já tive dois. Todos foram operados e curados.
Agora, com o terceiro diagnóstico, não será diferente, tenho certeza. O próprio médico diz que a chance de cura é infinita, mas me pego tentando deixar tudo organizado para não dar trabalho aos que porventura ficarem incumbidos de fechar minha história.
E vamos em frente, com fé e alegria.

Lilia Maria

quinta-feira, 11 de setembro de 2025

Sagitariana com ascendente em Câncer?

Sou uma sagitariana de câncer.
Como assim?
Nasci em dezembro,
Mês bonito,
Mês de festa,
Natal e ano novo,
Só datas a comemorar.
E o que tem a ver com câncer?
Absolutamente nada.
É só a sombra
Que veio me assustar.

Lilia Maria












Minha gente, meu ascendente não é cancer, até onde eu sei, é Leão.
O cancer que aparece ai é doença mesmo. Vou até pedir música no Fantastico, afinal é o terceiro da sárie, Que seja o últino!!!

domingo, 31 de agosto de 2025

Pedaços da vida

 


Domingo de manhã e aqui estou eu… cheia de preguiça. Fico olhando a janela, ouço o leve tilintar dos sinos, e sigo o movimento das nuvens. Que bom seria poder cavalgar em uma delas e viajar. Olhar lá do alto o mundo em miniatura, girando, girando, girando… visitar lugares que sonhei, pessoas que quero ver ou rever, buscar pedaços da vida que ficaram espalhados por aí em vagas lembranças que ainda moram em mim.
Acorda Lili! A vida segue!