sábado, 11 de novembro de 2023

Ex- Principe encantado



Aquele príncipe garboso, que lhe fizera a corte desde o primeiro olhar, já não era mais um príncipe, era apenas um senhor de meia idade que esquecera de envelhecer.Agora, com os cabelos ficando alvos e ralos, a pança subindo sobre cinto que segurava as calças, julgava-se belo e irresistível como na juventude.
De longe olhava a esposa, e pensava: ela foi encantadora, mas hoje não faz jus ao homem vistoso que ainda sou.
Assim terminou uma história de amor que parecia não ter fim.

Lilia Maria

sábado, 9 de setembro de 2023

Saudades do mar



Ai que saudades do mar!
Do barulho das águas,
Do cheiro trazido na brisa,
Do gosto de sal.

Mar me lembra a infância,
Os lindos castelos de areia,
Cuidadosamente erguidos
E muitas conchas para adornar.

Saudades das tardes morenas,
Do sol baixando no infinito,
Colorindo o céu, antes azul,
Agora multicor, como a vida.

Sim, a vida é multicor,
Do negro das horas tristonhas,
Ao vermelho rubro vivo
Nas horas de júbilo ou de amor.

Ai que saudades do mar,
Lembranças que me fazem sonhar
Com tempos, que por mais que eu queira,
Jamais irão voltar.

Lilia Maria

quarta-feira, 30 de agosto de 2023

A vida



Nascimento e morte,
Os dois lados da vida,
Começo e fim,
Chegada e partida,
Entre um e outro, a caminhada.
Esta sim é digna de nota,
É a história que se escreve,
Tem alegrias e tristezas,
Júbilos e derrotas,
Luzes e trevas,
Risos e lágrimas,
Sempre uma dicotomia
Que vence a monotonia,
Que assim seria
Se assim não fosse.

Lilia Maria

Este poema foi escrito pensando na minha mãe e na minha neta.
A primeira partio no dia 30 de maio e a segunda, chegou apenas sete dias depois.
Chegada e partida, os dois extremos da vida.

domingo, 23 de julho de 2023

Pais e filhos



E os nossos bebês crescem… para os pais parece que foi na velocidade da luz. De repente nos deparamos com homens/mulheres feitos, responsáveis, trabalhadores, com família formada… onde foram parar os nossos bebês?Então a saudade aperta, e como num passe de mágica, como se fosse real, sonhamos. Visitamos as nossas lembranças, pegamos aquele bebezinho no colo, e nos sentimos felizes pelas fraldas trocadas, pelos banhos dados, pelas noites insones, pelos primeiros passos que deram, por tê-los levado à escola, por todos os momentos bons e ruins que vivemos, pelo que aprendemos ao longo do caminho. Se acertamos ou erramos, foi por amor, um amor incondicional que nunca tem fim, nem mesmo quando nos sentimos órfaos dos filhos que vimos crescer.
Com amor,

Lilia Maria