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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Sol nascente

A cada manhã iluminada
A vida se renova,
A esperança renasce,
O amor transborda
Em um coração calejado,
Mas limpo de sentimentos daninhos.
Eu sou só alegria
Por estar viva,...
Eu sou só vontade
De velhos campos percorrer
E ter novos olhares
Para tudo que já vi um dia.
A vida se renova
A cada despertar.

Lilia Maria

sábado, 28 de dezembro de 2013

Vou vivendo

De repente a fantasia,
Um êxtase, uma alegria.
E eu aqui, esperando
Pelo sol que há de nascer.

Ah! Vestais do tempo,
O que foi que deu errado?
 A vida parece parada
Neste silêncio profundo.

Tem estrela quem souber enxergar,
Tem a graça quem quiser alcançar.
E lá vou eu nesta grande viagem
Com toda a minha fé e coragem.

De olhos abertos vou enfrentando a vida.
Vida! Corrida, sofrida...
Não tenho tempo pra pensar,
Meu lema agora é retomar.

Onde foi mesmo que parei?
Onde foi mesmo que me perdi?
Parei? Perdi?
Temo dizer que não.

Só acaba o que chega ao fim.
Aí de mim!



Lilia Maria


Escrito há tempos, cabe no momento presente.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Saudade do "Lerdinho"

Aqui estou eu meio que brigando com o Windows 8. O pobre coitado do Chicão III não tem  nada a ver com isso, mas acabo esbravejando com ele. Toda a situação me remete a uma antiga história.
No final do ano de 2002 eu trabalhava no antigo NAE 4. Tinha uma equipe muito boa. Além de gerenciar a rede, dar suporte aos usuários, fazer todo tipo de serviços de microinformática, ainda tínhamos a incumbência de resolver os problemas de demanda escolar.
Na época os nossos micros eram tipo Pentiun2 fabricados pela Novadata. Estavam velhinhos, desatualizados, lerdinhos, mas cumpriam bravamente suas tarefas.
Um dia fomos surpreendidos com a notícia que iríamos receber em breve novos computadores de última geração, muito mais rápidos, com programas mais avançados e muito mais recursos.
Foi uma longa espera. Quando chegaram, a surpresa foi tanta que mereceu até este poema:

Saudade do "Lerdinho"

Me falaram que era o máximo,
Micro turbo,
Última geração.
Pentiun quatro,
Todo “plug and play”...
O luxo do luxo,
Pós moderno pra valer.

Vou feliz trabalhar,
Todas as minhas tarefas
Finalmente vou fazer,
Se depender da propaganda,
Problemas não mais vou ter,
Ele é a solução,
De tudo que já reclamei.

É chegado então o dia
Da grande inauguração,
Festa!
Todo mundo à minha volta,
Pra super máquina conhecer.

Liguei... Suspense...
Ai, ai, ai...
Cinco minutos para a partida dar...
Depois do “plug”,
Me restou o “prey”.
Meia hora depois começa a funcionar...
Que surpresa...
Ganhei um “lentium”...
Quatro... pra ser um pouco “melhor”...

E o Turbo, onde ficou?
Turbo...lento,
Responde a voz da razão.
Deus!
Quero o meu antigo micro de volta!
Ele é a minha salvação!

Lilia Maria
13/02/2003
Uma justa homenagem ao Novadata Pentiun2 que me acompanhou nos últimos quatro anos.