Chovia tanto,
Que acabara encharcada,
Roupa colada no corpo,
Cabelos pingando,
Frio até nos ossos.
Um banho quente,
Eis a solução!
Tudo ficou tão bem,
Até virou história,
Que guarda na memória,
Na alma,
E no coração.
Lilia Maria
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domingo, 16 de agosto de 2026
domingo, 29 de setembro de 2024
Vai chover
O vento empurra a nuvem
E ela não quer ir.
Então pede socorro às irmãs
Que vão se juntando felizes
Por se tornarem uma só
Na tentativa de vencer o vento.
De repente, raios e trovões ecoam
E ela se desfaz em água
Molhando a terra ressecada
Que a fez ficar ali.
Missão cumprida.
Lilia Maria
segunda-feira, 6 de julho de 2015
Poetizando XXV
Na dura batalha
Travada entre o sol
E as grossas nuvens,
Quem vence é o ar frio
Que agora enche meus pulmões.
Lília Maria
Travada entre o sol
E as grossas nuvens,
Quem vence é o ar frio
Que agora enche meus pulmões.
Lília Maria
sábado, 4 de julho de 2015
Cicliquismo
Quando a chuva fria
Molha a terra nua,
Mais cedo ou mais tarde,
Um sopro de vida acontece.
E quando aquela manchinha verde,
Que tímida se mostrou ao mundo,
Consegue sobreviver,
Podemos ter um dia
Um arvoredo lindo,
Sombreando a terra nua
Molhada pela chuva fria.
Lília Maria
Molha a terra nua,
Mais cedo ou mais tarde,
Um sopro de vida acontece.
E quando aquela manchinha verde,
Que tímida se mostrou ao mundo,
Consegue sobreviver,
Podemos ter um dia
Um arvoredo lindo,
Sombreando a terra nua
Molhada pela chuva fria.
Lília Maria
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
Coisas da cidade
A chuva que caiu
Lavando a calçada
E levando a terra,
Levou junto folhas mortas,
Restos de lixo,
Papéis escritos,
Coisas perdidas no chão.
Tudo rolou
E o bueiro tragou.
Logo depois veio a enchente.
A cidade ficou doente.
Lilia Maria
Lavando a calçada
E levando a terra,
Levou junto folhas mortas,
Restos de lixo,
Papéis escritos,
Coisas perdidas no chão.
Tudo rolou
E o bueiro tragou.
Logo depois veio a enchente.
A cidade ficou doente.
Lilia Maria
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
Andando na chuva
O céu nublado anuncia
Que a água virá
Em grossas gotas de chuva.
Chuva, bendita chuva!
Molha a terra,
Lava a alma
Daquele que ousa esperar
No meio da rua, descalço,
Sem nada para se abrigar.
Chuva que lava a alma,
Lava o corpo,
Enche o copo,
Mata a sede de alguém.
Vou sair agora,
Que a chuva não tarda a chegar.
Preciso espantar os pensamentos
Que não me levam a nenhum lugar.
Lília Maria
Que a água virá
Em grossas gotas de chuva.
Chuva, bendita chuva!
Molha a terra,
Lava a alma
Daquele que ousa esperar
No meio da rua, descalço,
Sem nada para se abrigar.
Chuva que lava a alma,
Lava o corpo,
Enche o copo,
Mata a sede de alguém.
Vou sair agora,
Que a chuva não tarda a chegar.
Preciso espantar os pensamentos
Que não me levam a nenhum lugar.
Lília Maria
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
Vai chover?
E lá estava a nuvenzinha...
Pequenina,
Graciosa,
Branquinha de algodão,
Dando cambalhotas no ar,
Feliz feito criança
Que acaba de acordar.
E foi crescendo,
Crescendo,
Cresceu...
Tomou conta do firmamento,
Escondeu os raios de sol,
Foi escurecendo,
Escurecendo,
Escureceu...
O dia virou noite,
Raios,
Trovões,
Chuva torrencial.
A nuvenzinha derreteu,
A natureza agradeceu,
E demos graças a Deus.
Lilia Maria
Está parecendo texto de livro infantil. De repente é uma ideia...
Pequenina,
Graciosa,
Branquinha de algodão,
Dando cambalhotas no ar,
Feliz feito criança
Que acaba de acordar.
E foi crescendo,
Crescendo,
Cresceu...
Tomou conta do firmamento,
Escondeu os raios de sol,
Foi escurecendo,
Escurecendo,
Escureceu...
O dia virou noite,
Raios,
Trovões,
Chuva torrencial.
A nuvenzinha derreteu,
A natureza agradeceu,
E demos graças a Deus.
Lilia Maria
Está parecendo texto de livro infantil. De repente é uma ideia...
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
R.S.V.P
Responda!
Responda por favor,
Onde anda o brilho da lua
E do sol que brilhava na manhã?
Entre nuvens que não chovem,
Choram.
A água não lava
E leva o vapor.
Vai longe!
O vento sofra sorrateiro,
Maneiro.
Zomba do ar pesado.
Tem cheiro de poeira molhada,
Mas sem promessa de chuva.
Lilia Maria
Responda por favor,
Onde anda o brilho da lua
E do sol que brilhava na manhã?
Entre nuvens que não chovem,
Choram.
A água não lava
E leva o vapor.
Vai longe!
O vento sofra sorrateiro,
Maneiro.
Zomba do ar pesado.
Tem cheiro de poeira molhada,
Mas sem promessa de chuva.
Lilia Maria
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
Loop
Se não chove,
Não tem água.
Se não tem água,
Não tem evaporação.
Sem evaporação
Não forma nuvem.
E sem nuvem,
Não chove.
Sem chuva,
Sem água.
Simples assim.
Lilia Maria
Não tem água.
Se não tem água,
Não tem evaporação.
Sem evaporação
Não forma nuvem.
E sem nuvem,
Não chove.
Sem chuva,
Sem água.
Simples assim.
Lilia Maria
terça-feira, 2 de setembro de 2014
Pós-chuva
Piso molhado,
A luz refletida.
Depois da chuva
A rua parece ganhar vida.
Cores de fundem,
O brilho das poças
São como estrelas
Que caíram do céu
Para marcar um caminho.
Lilia Maria
A luz refletida.
Depois da chuva
A rua parece ganhar vida.
Cores de fundem,
O brilho das poças
São como estrelas
Que caíram do céu
Para marcar um caminho.
Lilia Maria
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Goteira
Da chuva ficou a goteira
Brincando de tamborilar na vidraça.
Tem ritmo esta dança
Que não cansa,
Só me faz adormecer.
Lilia Maria
Brincando de tamborilar na vidraça.
Tem ritmo esta dança
Que não cansa,
Só me faz adormecer.
Lilia Maria
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Garoa
Que coisa boa
Estar debaixo da garoa
Que molha esta terra de Deus.
Está fria o suficiente,
Mansinha,
Intermitente,
Muito conveniente
Em tempos de secura
Que castiga a estiagem do outono.
Ah, que água boa!
Marca registrada da minha cidade,
Paulicéia do coração.
Lilia Maria
sábado, 9 de fevereiro de 2013
Ventania
Nesta noite de verão
Vem caminhar entre as gotas
Desta chuva que molha até o coração.
Vem procurar entre os raios
Que iluminam a penumbra do temporal,
Aquilo que se perdeu no espaço,
Vem procurar entre os raios
Que iluminam a penumbra do temporal,
Aquilo que se perdeu no espaço,
Pois o tempo foi só o de um trovão.
Basta um piscar de olhos
Para mudar o cenário.
O vento leva para longe as nuvens,
Mas não carrega o que se fixou neste chão.
Não sou poeira, sou raiz,
E aqui vou continuar até o dia final.
Sou como a árvore que verga,
Toca o solo num dia de vendaval,
Mas sempre volta ao prumo.
Que venha mais uma tormenta,
Vou enfrentá-la com muito brio,
Sem perder a valentia,
Sem perder o fio.
Lilia Maria
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Poetizando XIII
Cheiro de terra molhada,
Cheiro de vida latente,
Amor de repente,
Que vai e volta
Quando a chuva cai.
Lilia Maria
Cheiro de vida latente,
Amor de repente,
Que vai e volta
Quando a chuva cai.
Lilia Maria
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Chuva fria
A chuva cai mansa,
As gotas dançam no ar.
Olho através da vidraça
A rua brilhando,
Os guarda-chuvas passeando,
Os carros passando,
A cortina de água se formando
E eu aqui quentinha,
Enrolada no meu cobertor.
Chove lá fora,
Chove aqui dentro.
Os pensamentos embotados
Parece um grande emaranhado
De coisas que ficaram pendentes
Na minha preguiça de resolver.
Quem sabe assim molhados
Fica mais fácil de serem penteados,
Como uma vasta cabeleira rebelde
Que nunca para no lugar.
As gotas dançam no ar.
Olho através da vidraça
A rua brilhando,
Os guarda-chuvas passeando,
Os carros passando,
A cortina de água se formando
E eu aqui quentinha,
Enrolada no meu cobertor.
Chove lá fora,
Chove aqui dentro.
Os pensamentos embotados
Parece um grande emaranhado
De coisas que ficaram pendentes
Na minha preguiça de resolver.
Quem sabe assim molhados
Fica mais fácil de serem penteados,
Como uma vasta cabeleira rebelde
Que nunca para no lugar.
Lilia Maria
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