Dor é invisível, Pessoal e intransferível. Seja ela na alma, No corpo ou no coração. E quando acontece Tudo junto então? É quase insuportável, Dá até vontade de morrer. Mas vamos em frente, Um dia passa, Mesmo sem hora de terminar.
Sinto dor... Uma dor imensa, Intensa, Insana. Se pudesse, Cortaria em pedaços, Cada lugar que começa a doer. Meu Deus! Vai sobrar algo inteiro? Não sobraria nem a alma, Pois a dor maior É de lá que vem.
Tem dor que alucina, É insana, Desumana, Não alivia, Parece que nunca passa, E dói na alma, Lateja no coração. Minha dor é na mão, Mas parece que dói tudo. Do cabelo ao dedão.
Não há dores eternas Nem no corpo Nem na alma, Muito menos no coração, Tudo o tempo acalma Com um analgésico à mão.
Este remédio milagroso, Que nem sempre é de tomar, Ás vezes se compra na farmácia, Outras vezes, vem em forma de carinho, Um abraço ou um beijinho, Uma palavra de afeição.