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sábado, 9 de janeiro de 2016

Nuvens

Que bando de carneirinhos é aquele
Que logo cedo apontou no céu?
Correm ao sabor do vento,
Enrolam, embolam,
Brincam, dão piruetas,
Encobrem o sol,
Escurecem,
E se transformam em água...
Que pena!
Eles eram tão fofinhos!


Lilia Maria

Quando eu era menina, e ficava olhando as nuvens no céu, exercitava muito a imaginação. Das pequenas nuvens fazia manadas e manadas de bichos, que se transformavam em pessoas, que acabavam virando paisagens, que se acabavam em chuvas torrenciais. Se era hora de brincar, ou se demorava muito a passar, de alguma forma ia para a rua desenhar o sol. Minha mãe dizia que era simpatia para chamar de volta a calmaria. Que saudades da minha infância!

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Poetizando XXV

 Na dura batalha
Travada entre o sol
E as grossas nuvens,
Quem vence é o ar frio
Que agora enche meus pulmões.


Lília Maria

sábado, 20 de junho de 2015

Depois do horizonte

Por trás das nuvens escuras
Que entristece o dia,
Há sol brilhante e céu azul.
Para lá chegar
É preciso voar, voar, voar...


Lili Maria

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Vai chover?

E lá estava a nuvenzinha...
Pequenina,
Graciosa,
Branquinha de algodão,
Dando cambalhotas no ar,
Feliz feito criança
Que acaba de acordar.
E foi crescendo,
Crescendo,
Cresceu...
Tomou conta do firmamento,
Escondeu os raios de sol,
Foi escurecendo,
Escurecendo,
Escureceu...
O dia virou noite,
Raios,
Trovões,
Chuva torrencial.
A nuvenzinha derreteu,
A natureza agradeceu,
E demos graças a Deus.


Lilia Maria


Está parecendo texto de livro infantil. De repente é uma ideia...

segunda-feira, 10 de março de 2014

Nuvem

Aquela nuvenzinha
Que vejo emoldurada pela minha janela,
Mais parece um carneirinho
De lã branquinha,
Levezinha,
Encaracolada como os cabelos do anjo
Que me fez orar solenemente
Ajoelhada à beira do altar.

Lilia Maria