Mostrando postagens com marcador Inspiração. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Inspiração. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Apalermada

Acordo rapidamente,
Uma ideia na cabeça,
Busco lápis e papel.
Escrever, escrever, escrever...
Escrever o quê?
No caminho,
Entre a cama e a cozinha,
Onde fui buscar café,
As palavras se perderam,
As ideias esvaneceram ,
E eu fiquei aqui,
Parada e em pé,
Esperando a inspiração voltar.


Lilia Maria

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Inspiração

Há dias que ela vem apenas me visitar.
Em outros, se estabelece e fica.
Às vezes chega faceira e leve.
Às vezes está tristinha,
É puro enfado.
Pode ficar dias ausente,
Mas é presente no subconsciente.
Linda amiga de todas as horas,
Muitas vezes procuro
E ela brinca de se esconder.

Lilia Maria

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Desinspirada


Se a ponta do lápis quebrar
A poesia não fica perdida,
Apenas espera mais um pouco
Para ter a sua forma.
O que acontece muitas vezes
É a idéia não vingar
E a inspiração acabar.

Lilia Maria

Ando pobre de idéias... Vem inspiração, vem...

domingo, 4 de dezembro de 2011

Verso Torto


Numa falha de inspiração
Escrevo um verso torto,
Sem rima, sem cadência
Sem sentido, sem acento.
Uma palavra solta aqui,
Uma vírgula colocada ali,
E vai se delineando a ideia
Que começou meio quebrada.
Quem ler e entender
Explique à minha razão
Que a dor passou,
Mas o amor incondicional persiste
E resiste sem mesmo saber por que.

Lilia Maria

Ah! Sim, a poesia:

Entre o ser e o estar,
Prefiro o ficar.
Ficar quieta em meu lugar,
Ficar aqui e me controlar,
Ficar e deixar passar,
Ficar e esperar.

Lilia Maria


domingo, 16 de outubro de 2011

Censura


É difícil escrever
Sem mostrar o fundo d’alma,
Sem soltar a mordaça
Que cala o grito angustiado
Que ficou no peito enroscado.
E quando por fim
As palavras de desprendem
E brincam na folha de papel,
Metade a censura corta,
E a outra metade
Já não tem o mesmo sentido.
Assim morre a inspiração
Refém da meia verdade,
Da solidariedade,
Da falsa ilusão.

Lilia Maria

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Guardados

Quando a inspiração acabar
E o coração um poema pedir,
Lance mão de velhas histórias
Que ainda inquietam a alma
E aquecem o corpo adormecido.
Não há como sepultar
O que vive latente
Anos a fio.
Não há como esquecer
Emoções que ficaram cravadas,
Cicatrizes ainda doloridas,
Imagens que olhamos enternecidas,
Palavras que calaram fundo.
A vida acontece apesar de tudo,
Mas as lembranças seguem conosco.

Para sempre.

Lilia Maria