sábado, 29 de novembro de 2025

Eu te amo!


Três palavrinhas simples que tornam a vida mais feliz, sejam dita por quem for, os pais, os filhos, os amigos, os namorados, os esposos.
Cresci numa família até muito amorosa, mas as três palavrinhas mágicas, não me lembro de tê-las ouvido. Embora eu soubesse que eu era amada, nunca ouvi da família. Cresci pensando que elas só seriam ditas pelo meu companheiro de vida.
O meu primeiro amor até me disse, mas por uma metáfora. Estávamos sentados num banco do Campus que ele disse: tudo fica mais bonito quando olhamos pelos olhos da mulher amada. Lindo, não é? Inesquecível também.
Anos mais tarde, um rapazola que insistia em me conhecer, de repente falou: eu amo você e vou me casar com você. Imperativo. Quase dois anos depois o casamento aconteceu.
Apesar dos muitos lembretes ditos pelo Dr Oswaldo Borges e sua esposa, dona Maria Lúcia, no curso de noivos e em muitas ocasiões da vida (eles eram amigos dos meus pais), o ritual foi sendo esquecido, até que eu percebi que o amor tinha acabado. Foi triste, foi difícil, mas amor não pode ser unilateral.
Durante o resto do meu tempo até hoje, já ouvi o eu te amo de duas pessoas que certamente são os amores da minha vida: minhas filhas, e já retribui também. Agora espero o “eu te amo” dos meus netos. Quem sabe um dia…
Mas o que eu queria dizer é que, a minha geração, mesmo tem muito amor em seus corações, não tem o costume de se declarar. Isto é fruto do modo que fomos criados.
Quero pedir desculpas à família e amigos por não ser tão expressiva. Amo vocês.
Lilia Maria

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