domingo, 18 de setembro de 2011

O "Pai Nosso" que Jesus me ensinou

Pai nosso que está nos céus
Zelando por nós e por nossa jornada,
Santificado seja o seu nome
E que nunca o usemos em vão,
Que o seu reino possamos habitar,
Pois és generoso em sua acolhida.
Que a sua vontade prevaleça sobre os nossos desejos
Tornando-nos dignos de suas bênçãos
Em todo o tempo e lugar.
Dê-nos Senhor, o pão que alimenta o espírito
E nos faz viver dentro dos seus ensinamentos
De bondade, justiça e amor.
Que os nossos pecados sejam compreendidos e perdoados,
Pois o perdão e a compreensão devem fazer parte das nossas vidas
E de todos aqueles que nos cercam.
Não nos deixe trilhar caminhos escuros,
Sem a sua luz que nos mostra

Quem somos,
Por que somos
E onde estamos.
Dê-nos Senhor um voto de confiança
E nós mostraremos que somos dignos do seu amor infinito.
Agora e para sempre,
Amém


Lilia Maria

Esta oração já foi postada em "Folhas Soltas". 

Siga em frente


Sem saber de nada
Vai vivendo tudo,
De ponta cabeça,
Devagarzinho,
De supetão.
Lá na frente a gente acerta
A conta,
O espólio,
O sofrimento em vão.
Águas calmas
Não lavam a poeira,
Não levam o lixo,
Não causam revolução.
Não tem que a semente morrer
Para a vida ter continuação?

Lilia Maria

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Desesperança

Que braços se abrirão
Para acolher este anjo
Que viu negado o direito
De continuar a jornada
Neste mundo e entre nós?


Como dizer esta criantura
Que acabaram-se os sonhos,
E que as esperanças se esvaíram
Por entre os dedos
Que estavam a segurá-la?


Como explico a ela,
Que o amanhã não virá,
Que o dia não amanhecerá,
Que a flor não desabrachará,
Que o livro se fechará?


Como eu digo?
Não, não há o que dizer.
Somos impotentes
Diante da vontade maior
Que a roda da vida impõe.

Lilia Maria

A primeira versão deste poema foi escrito há muito tempo para ilustrar uma palestra da minha amiga psicóloga Sandra Cardoso. Ela iria falar sobre crianças com câncer. 







Preguiça

Viva a preguiça
Do fim de semana!
Acordar com sol alto,
Ficar rolando na cama,
Levantar bem de mansinho,
Mas só quando o sono acabar.
Ficar sem fazer nada,
Não ter com que se preocupar.
E, se aparece a vontade
De sair ou trabalhar,
Sentar na varanda,
E esperar tudo passar.


Lilia Maria




Ando com saudades desta "mordomia". 

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Diacrítico

Esta palavra não fazia parte do meu dicionário até que fui trabalhar com as bibliotecárias da Secretaria Municipal de Cultura da cidade de São Paulo para desenvolver o Sistema Fastcat.
Lembro-me que na primeira reunião que tivemos, a chefe da catalogação, Edna Maciel, falou muito sobre o problema dos diacríticos (que na minha ignorância eu escutava “dias críticos”) do sistema Dobis Libis, que era então o gerenciador da Rede de Bibliotecas Públicas e Infanto-Juvenis.
Devo ter passado a reunião toda com cara de “pois é”. Que raio de coisa era essa? Dia crítico? O sistema fica menstruado? Entra em crise? Fica estressado?
Felizmente para os meus propósitos esta informação não era importante. Voltei para casa pensando no sistema que eu iria desenvolver e praticamente esqueci o assunto. Sem dúvida se o outro sistema era um "adolescente rebelde" que tinha os seus “dias críticos”, o meu não iria ter.
Dias depois, trabalhando com a Sonia Bertonazzi, que foi o meu braço direito e esquerdo no desenvolvimento do Fastcat, acabei descobrindo o que era o tal “dia crítico” e ri muito do monte de bobagens que pensei.
Um diacrítico é um sinal ou acento que se coloca junto a uma letra para alterar seu som, para indicar uma inflexão de voz ou para marcar alguma outra característica. Estes sinais podem ser colocados sobre, sob, ao lado ou através das letras. Os acentos gráficos típicos do Português, como o til e a cedilha, são exemplos de diacríticos.
Ah! Sim... Fastcat não significa “gato rápido” como algumas pessoas na época imaginaram. Fastcat vem de catalogação rápida.

Lilia Maria

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Vem sem pressa


Na pressa se tropeça
Nas pregas do tempo
Escondidas da razão.
No andar trôpego do caminhante
Vislumbra-se a ansiedade de chegar.
Pois então...
Vem devagar,
Vem com calma,
Vem olhando cada passo,
Não se perca do caminho
Traçado com tanto carinho
Para não ter como errar.
Se a espera é difícil,
Mais difícil é não ter
O tempo para caminhar.

Lilia Maria

O espantalho e o bem-te-vi


Tinha coração de matéria plástica,
Olhos arregalados,
E boca carmim
O espantalho engraçado
Que morava no quintal.
Espantava o colibri,
A pomba, o sanhaço e o pardal.
Só não espantava o bem-te-vi
Que vivia cantando ali.
Te vi também meu bem,
Bem querer te trouxe aqui.
Fica comigo mais um pouco,
Até a chuva passar,
E aí volte a cantar.

Lilia Maria