sábado, 23 de janeiro de 2021

Procurando sei lá o que...

Procuro que procuro,
Não sei o que realmente procuro,
Só quero me acalmar.
E na insana busca a que me proponho,
Examinado velhos escritos,
Saudades batem profundas!
Mas é um tempo que não volta mais.
Pé no chão,
Inspira, expira, respira,
E caio fora deste turbilhão,

Lilia Maria

Escrevo isto porque entre coisas e coisinhas, um poema de quase 20 anos passou por minhas mãos.


De repente a fantasia,
Um êxtase, uma alegria. 
E eu aqui, esperando 
Pelo sol que há de nascer. 

Ah! Garoto, meu garoto, 
O que foi que deu errado? 
O tempo ficou parado 
Neste seu silêncio profundo. 

Tem estrela quem souber enxergar, 
Tem a graça quem quiser alcançar. 
E lá vou eu numa grande viagem 
Com toda a minha fé e coragem. 

De olhos abertos vou enfrentando a vida. 
Vida! Corrida, sofrida... 
Não tenho tempo para pensar, 
Meu lema agora é retomar. 

Onde foi mesmo que paramos? 
Onde foi mesmo que nos perdemos? 
Paramos? Perdemos? 
Temo dizer-lhe que não. 

Só acaba o que chega ao fim. 
Aí de mim! 

Lilia Maria 
30/09/2002

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Estou triste

Tristeza mata!
Não é como um veneno,
Que leva o corpo ao colapso.
A tristeza mata a alma.
Corpo sem alma está vivo,
Mas não tem vida.

Lilia Maria

domingo, 3 de janeiro de 2021

Anoiteceu

Acendam a luz, por favor,
Está muito escuro aqui,
Não há brilho do luar,
Resquícios dos raios de sol,
Vagalumes revoando,
Nada! Só a negra noite,
Que parece eterna,
Sem hora para terminar.

Lilia Maria

quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

Balanço de final de ano - 2020

 A palavra que eu gostaria que tivesse definido este ano de 2020 seria ALEGRIA. Eu estava esperando a chegada do meu primeiro netinho. Em vez disso veio PANDENIA.

Acompanhei de longe a gravidez da minha filha. As viagens foram adiadas. Eu fiquei aqui, meio confinada.

Em agosto o Leozinho chegou. Acompanhei de longe a chegada do pequeno. E de longe fui vendo ele se desenvolver. As visitas eram de máscara e a distância. Mas me deliciava com as fotos e os vídeos que minha filha e meu genro compartilhavam.

Agora ele está com 4 meses. Com muito cuidado já consegui colocá-lo no colo.



Vou passar o Natal sozinha, e em vez de ceia e festa, vou orar para que a palavra do próximo ano seja ESPERANÇA.

Lilia Maria

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Se é igual, por que é diferente?

Tenho dois olhos,
Cabelos e boca.
Ele também.

Meus olhos veem,
Meu cabelo é branco,
Minha boca fala e sorri.
Tudo igual.

Tenho pernas para andar
E braços para abraçar.
Ele também.

Minhas pernas me levam onde quero,
Abraço amigo, conhecidos,
E muitas vezes aqueles que nem conheço.
Tudo igual.

Meu sangue é vermelho,
E passa pelo meu coração.
Assim é nele também.

O sangue passa rápido se estou agitada,
O coração bate forte
Quando forte é a emoção.
Tudo igual.

Se é igual,
Por que é diferente?



Lilia Maria Faccio

Não me lembro de tratar alguém de forma diferente porque o tom de pele é diferente do meu. Tenho amigos de todas as cores, e todos são bem vindo ao meu mundo. 
Claro que senti esta segregação em algumas falas de pessoas mais velhas durante a vida, mas não me lembro de ter visto, pelo menos no meu meio, alguém menosprezar um negro. 

domingo, 15 de novembro de 2020

Loucuras do amor

Que grande descoberta
Fiz na calada da noite:
Meu amor não é cego,
É mudo!

E eu que pensei
Que desta vida sabia tudo,
Descobri que não sei falar,
Sou tão muda quanto o meu modo de amar.

Me ponho a rir feito louca,
É muita bobagem para alguém pensar.
E para você, que acaba de ver estes versos,
Fica proibido gracejar.



Lilia Maria
04/11/2006

Trazendo uma velha postagem para o presente. 

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Para meu pai

Hoje é dia dos finados.
Mas o que finou?
Em meu coração ainda vive o amor,
A saudades dos momentos especiais,
Que de especial tinha apenas a sua presença,
E a nossa eterna parceria.
A nossa convivência teve altos e baixos,
Mas guardados tenho apenas os risos,
Os conselhos, os prazeres, o carinho.
Finou o corpo cansado da vida,
Das dores, dos dissabores,
Das incapacidades que o tempo impôs,
Mas a alma, solta e renovada,
Caminha por aí como nos tempos de outrora,
Cuidando daqueles que aqui deixou.
A sua benção meu pai,
Continue sim, olhando por nós.

Lilia Maria