quarta-feira, 17 de junho de 2026

Vivo a sonhar

 

Quanto mais eu durmo,
Mais insone eu fico.
Passo o dia em letargia,
Esperando acabar o dia,
Para enfim acordar.
Acordar?
Sim, minha vida é sonhar.
Lilia Maria

segunda-feira, 15 de junho de 2026

O sonho de sempre

Era sonho,
Era só encanto.

Era um bom momento,
Valia a pena vivier.

Era vida.
Acontecendo de chofre.

Não tinha ventania
Que o céu ousasse escurecer.

Sol brilhando forte,
Amor sem sustos.

Agora é só a boa lembrança,
Que o tempo não apagou.

Lilia Maria

terça-feira, 21 de abril de 2026

No dia do abraço


De repente o olhar ficou turvo,
E a lágrima rolou.
Não era de tristeza,
Era de emoção,
Emoção que brotou nos olhos
E correu para o coração.
Lembrar de abraços,
De tempos felizes,
De vida sem complicação,
Sem cobranças,
Sem preocupação.
Éramos felizes assim.
Mas crescemos,
Amadurecemos,
Envelhecemos.
Hoje as lembranças
Nutrem nossa ânsia de viver.
E sonhamos…
Nunca deixe os sonhos morrerem.
É através deles
Que eu o abraço todos os dias,
Com respeito, amor e carinho.
Sempre!

Lilia Maria 


Ouvindo a declamação de um poema de Vinicius de Moraes que falava de abraço, fiquei tão impactada, viajei através do tempo, e escrevi este poema.

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Justificativa

Olho o espelho,
E vejo o que foi vivido.
Rugas do choro,
Rugas do riso,
E das preocupações.
Quem não tem rugas,
Não tem histórias a contar
.
Lilia Maria

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Conecção perene


A vida de tropeços,
De escolhas erradas,
De decepções.
De amores vãos,
Não me fez esmorecer.
A cada queda,
Mesmo quando não houve
Uma mão amiga,
Uma palavra de apoio e consolo,
De alguma forma me refiz.
Andei sem rumo,
Trilhei caminhos,
Conheci novas pessoas,
Encontrei velhos amigos,
Mas uma conexão
Nunca deixou de existir.
Em presença ou nos pensamentos,
Na vida real ou virtual,
Sabe-se lá porque ou como,
Sempre esteve comigo,
No fundo do coração.

Lilia Maria 


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

O menino da praia


Um dia, o tu virou você,
O garoto praia vestiu terno,
Paulistanou…
Mas de resto, continuou.
O sorriso era o mesmo,
Os sonhos ainda estavam lá,
Bem guardados no coração.
Vez ou outra resgatava um,
Mas logo voltava ao seu papel.
Quem sabe um dia,
Ele volta à praia,
O lugar que tanto amou.

Lilia Maria

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Versão 7.3


Mais um ano se foi, e eu continuo aqui. Triste no coração, mas sempre sorrindo, vibrando, aceitando as provações que a vida me impõe.
Tenho esperança de um dia encontrar o caminho de volta para o meu porto seguro, o lugar onde a paz, o amor, a verdade e a sinceridade reinam.
Amanhã, no novo dia, no novo ano, vou tentar não mais fazer de conta, porque a conta é alta demais.
Adeus 72! Bem vindo 73! Que seja um ano bonzinho, porque a velhinha aqui não anda aguentando o repuxo.

Lilia Maria