quinta-feira, 7 de agosto de 2025

Partida


Quem parte, partiu.
Não importa se desmembrou,
Ou se apenas se foi.
Uma coisa é consequência da outra.
Partiu, levou uma parte
E a outra parte ficou.
Partiu, levou esperança,
E a outra parte,
Que ficou e nunca parte,
Se encheu de saudade.
Lilia Maria

sábado, 19 de julho de 2025

Ainda estou aqui

 

Ainda estou aqui
E por muito tempo estarei.
Tenho missões para cumprir,
Sonhos a realizar,
E, se possível for,
Um grande amor viver.
Sou livre como um pássaro,
Quero ainda abrir as asas
E voar alto para ver céu,
O sol brilhando sobre as nuvens,
E a mar azul aos meus pés.
Quando eu me for,
Quero apenas deixar saudades
E lembranças de tempos felizes.
Enquanto isto não acontece,
Vou colhendo flores pelo caminho,
Com ou sem espinhos,
Mas sempre belas.
Tudo na vida é aprendizado.
Lilia Maria

terça-feira, 15 de julho de 2025

Maria Cebola

 

Hoje senti saudades dos meus dias de “Maria Cebola”. Talvez alguns saibam o que é isso, mas para os que não sabem, segue a explicação.
Eu comecei meus tempos de universitária em São Carlos, chamada a cidade do Clima. Acho que ela ela assim chamada porque vivíamos todos os climas em um só dia, principalmente no inverno.
Eu ia a pé para a escola, eram exatas 20 quadras, 10 subidas e 10 planas. Para enfrentar o frio e o vento cortante, tinha que colocar camiseta, blusas de lã, casaco, cachecol, gorro, luvas…
Chegava na escola me livrando da primeira camada de roupas. Durante a aula da manhã, com o sol esquentando, a outras iam sendo descartadas
Na hora do almoço, não era incomum, colocar biquíni e ir nadar. A água era fria, mas duas ou três braçadas e já estava me sentindo pronta para enfrentar um dia quente, talvez não de verão, mas certamente primaveril.
Durante a tarde, era operação inversa, ia incorporando as “cascas”, até ir para casa com tudo que estava vestindo quando sai pela manhã.
Depois de tudo isto, como não se sentir a própria Maria Cebola?

Lilia Maria

quinta-feira, 26 de junho de 2025

Bom dia “per tutti”

 

Hoje tem sol e céu azul,
Mas não se engane,
O ar frio, que enche meus pulmões,
Me avisa que é inverno ainda.
Não fico triste, não!
Gosto do geladinho que me acorda,
E me faz sentir viva.
E lá vamos para mais um dia!
Bom dia sol!
Bom dia vida!
Bom dia amor!
Bom dia “per tutti”!
Lilia Maria

terça-feira, 10 de junho de 2025

Flores

 

Acordei cedo,
O sol nem tinha nascido,
Queria colher flores,
Flores brancas,
Esperanças de vida.
Mas onde estão as flores?
Talvez só em meus sonhos.
Então, vou voltar a dormir.
Quem sabe assim,
Colho uma braçada de flores
Que, no sonho,
Enfeitam meu jardim.
Lilia Maria

segunda-feira, 31 de março de 2025

O tempo encolheu?

 

Março acabando, abril chegando, e eu lhe pergunto, oh meu guru! O tempo encolheu? O mundo está girando na mesma velocidade? A órbita ao redor do sol ainda dura 365 dias e algumas horas?
Parece que antigamente meu dia rendia mais. E o ano então? É parar para pensar, e mais um mês se se foi. Logo estaremos de novo no Natal.
É como se a areia do tempo estivesse escorrendo entre meus dedos e eu não conseguisse junta-los para estancar a vazão.
Affeee! Quanta bobagem…
Se a vida está passando tão depressa agora, então tenho que aproveitar cada minuto. Eu sempre achei a vida curta para o tanto que eu queria fazer, mas agora acho que ela é muito menor do que eu supunha.

Lilia Maria

Transcrição de uma mensagem enviada a um amigo.

segunda-feira, 17 de março de 2025

Assim seja

 

O tempo não rouba a beleza
Do que é belo por natureza.
Amanhece…
Pode o sol brilhar,
Ou nuvens escondê-lo,
Mas ele está lá,
Grande e majestoso.
Apesar de obscuro.
Ele vai clarear o céu, azul ou cinza,
Chuvoso ou ensolarado,
Ele sempre está ou estará.
Se a vida é um grande dia,
O nascer é a aurora.
No percurso temos sol ou chuva,
Calor ou frio,
E aprendemos a lidar com tudo isto.
Finalmente vem o entardecer,
O sol se põe, e a vida continua.
No céu surgem a lua e as estrelas,
Mesmo que escondidas por negras nuvens.
Assim como o sol, elas sempre lá estarão.
É o eterno ciclo criado por Deus.
Nascemos, vivemos e partimos.
Na caminhada colhemos flores e espinhos,
Aprendemos e ensinamos,
Nos surpreendemos e nos decepcionamos,
E com tudo isto,
Moldamos nosso espírito para a partida.
Ela pode ser suave ou atribulada,
Mas nunca vamos despidos do acumulado
Na alma e em nossos corações.
E sempre deixamos algo,
As lembranças são o nosso legado,
Boas ou más, são lições de vida.
Lilia Maria