quarta-feira, 11 de junho de 2025

Desnamorado

Hoje é véspera do dia dos namorados. Poucas vezes comemorei este dia, talvez porque tive poucos namorados. Mesmo com o ditado que dizia “casados, eternos namorados”, meu (ex)marido nunca quis comemorar, ele dizia que casados não são mais namorados. Enfim, deixa pra lá, o que passou, passou.
Houve uma época, quando eu já estava sozinha, que eu colocava a mesa com capricho, fazia um jantar requintado, acendia velas, tomava uma taça de um bom vinho, e ficava envolvida em doces lembranças muito mais sonhadas do que vividas.
E assim será mais uma vez.

Lilia Maria

terça-feira, 10 de junho de 2025

Flores

 

Acordei cedo,
O sol nem tinha nascido,
Queria colher flores,
Flores brancas,
Esperanças de vida.
Mas onde estão as flores?
Talvez só em meus sonhos.
Então, vou voltar a dormir.
Quem sabe assim,
Colho uma braçada de flores
Que, no sonho,
Enfeitam meu jardim.
Lilia Maria

segunda-feira, 31 de março de 2025

O tempo encolheu?

 

Março acabando, abril chegando, e eu lhe pergunto, oh meu guru! O tempo encolheu? O mundo está girando na mesma velocidade? A órbita ao redor do sol ainda dura 365 dias e algumas horas?
Parece que antigamente meu dia rendia mais. E o ano então? É parar para pensar, e mais um mês se se foi. Logo estaremos de novo no Natal.
É como se a areia do tempo estivesse escorrendo entre meus dedos e eu não conseguisse junta-los para estancar a vazão.
Affeee! Quanta bobagem…
Se a vida está passando tão depressa agora, então tenho que aproveitar cada minuto. Eu sempre achei a vida curta para o tanto que eu queria fazer, mas agora acho que ela é muito menor do que eu supunha.

Lilia Maria

Transcrição de uma mensagem enviada a um amigo.

segunda-feira, 17 de março de 2025

Assim seja

 

O tempo não rouba a beleza
Do que é belo por natureza.
Amanhece…
Pode o sol brilhar,
Ou nuvens escondê-lo,
Mas ele está lá,
Grande e majestoso.
Apesar de obscuro.
Ele vai clarear o céu, azul ou cinza,
Chuvoso ou ensolarado,
Ele sempre está ou estará.
Se a vida é um grande dia,
O nascer é a aurora.
No percurso temos sol ou chuva,
Calor ou frio,
E aprendemos a lidar com tudo isto.
Finalmente vem o entardecer,
O sol se põe, e a vida continua.
No céu surgem a lua e as estrelas,
Mesmo que escondidas por negras nuvens.
Assim como o sol, elas sempre lá estarão.
É o eterno ciclo criado por Deus.
Nascemos, vivemos e partimos.
Na caminhada colhemos flores e espinhos,
Aprendemos e ensinamos,
Nos surpreendemos e nos decepcionamos,
E com tudo isto,
Moldamos nosso espírito para a partida.
Ela pode ser suave ou atribulada,
Mas nunca vamos despidos do acumulado
Na alma e em nossos corações.
E sempre deixamos algo,
As lembranças são o nosso legado,
Boas ou más, são lições de vida.
Lilia Maria

segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

Chapéu de Flor

 

Aos 3 anos: Ela olha pra si mesma e vê uma rainha.
Aos 8 anos: Ela olha para si e vê Cinderela.
Aos 15 anos: Ela olha e vê uma freira horrorosa.(Mãe, não posso ir para escola desse jeito)
Aos 20 anos: Ela olha pra si mesma e se vê muito gorda/muito magra, muito alta/muito baixa, cabelo muito liso/muito encaracolado, mas decide que vai sair, de qualquer forma.
Aos 30 anos: Ela olha pra si mesma e se vê muito gorda/muito magra, muito alta/muito baixa, cabelo muito liso/muito encaracolado, mas decide que agora não tem tempo pra consertar; então vai sair assim mesmo.
Aos 40 anos: Ela olha pra si mesma e se vê “limpa” e sai mesmo assim.
Aos 50 anos: Ela olha pra si mesma e se vê como é. Sai e vai pra onde bem entender.
Aos 60 anos: Ela se olha e lembra de todas as pessoas que não podem mais se olhar no espelho. Sai de casa e conquista o mundo.
Aos 70 anos: Ela olha pra si mesma e vê sabedoria, risos, habilidades. Sai para o mundo e aproveita a vida.
Aos 80 anos: Ela não se incomoda mais em se olhar. Ela, simplesmente, põe um chapéu de flor e vai se divertir com o mundo.
Talvez devêssemos pôr aquele chapéu violeta mais cedo!

Erma Louise Bombeck


Ainda falta um tempo para eu chegar aos 80, mas creio que já deveria comprar o meu chapéu de flor,
Embora em muitos sites apareça Mario Quintana como autor, a verdadeira autora é Erma Bombeck. O original é em inglês.

sexta-feira, 22 de novembro de 2024

E o tempo passou…


Um dia, de repente, notei o primeiro fio branco entre os cabelos. Ele até foi exibido como um troféu.
Depois reparei que aquelas marcas de expressão, que surgiam ao sorrir ou chorar, estavam se tornando perenes.
O corpo, antes certinho e torneado, estava se tornando flácido.
Tudo bem, tudo bom, sinais dos tempos.
Então outras novidades foram surgindo. Eu, que tinha a minha agenda de compromissos de cabeça, agora tinha que anotar. Conversar estava meio caótico, muitas vezes não conseguia entender o interlocutor, esquecia palavras na hora de me expressar. Quando era uma palavra ou nome de alguém que não fazia parte do meu cotidiano, tudo bem, mas começou a falhar coisas mais corriqueiras.
Se antes estava aceso o farol amarelo, agora o vermelho se impunha.
Não, não vou entrar em pânico. Metade dos meus amigos estão assim também. Estamos todos no mesmo trem que nos leva em frente rumo a eternidade. Mas enquanto eu puder contar histórias da vida, estarei viva. Muito viva!
Lilia Maria

quarta-feira, 13 de novembro de 2024

Emoção X Razão

 

Há emoção e razão
A primeira me conduz,
Me faz sonhar,
Experimentar o que foi proibido,
Manter o coração aquecido,
Voar por lembranças infinitas.
A segunda, senhorinha sensata,
Me traz de volta para casa.
Lilia Maria