sábado, 10 de agosto de 2013

Poesia por um triz

Se falta inspiração
Para o próximo poema,
Junto o papel e a caneta,
Deixo a mão correr solta,
E de repente a ideia se assenta.
Às vezes a rima é certa,
Às vezes é o ritmo que predomina,
Do poema sai a cantiga,
A cantiga, versos solicita.
E assim vai,
E assim fica.

Lilia Maria

Recordar é preciso

Cheiro de capim molhado
Parece um fino perfume
Quando o olor invade a narina
Ansiosa por colher olfativas lembranças
Que na infância se guardou.

A felicidade expressa
No sorriso sincero das crianças
Parece que volta depressa
Quando se resgata das dobras do tempo
Pedaços da infância que lá ficou.

Lilia Maria

A moça que não queria dançar.

Volta e meia meu pai conta e reconta suas histórias. Às vezes não tem nenhuma graça, mas de vez em quando vem uma pérola.
Hoje ele contou a história de uma moça italiana que ia a bailes e nunca queria dançar. Quando ele começou a falar achei que ela era tímida e, assim como eu, não sabia dançar. Mas no caso o problema era outro e ela fazia questão de explicar ao "dar tábua".
Vou tentar reproduzir o jeito dele falar imitando a senhorita:
- Io no danço perque si danço, canso. Se canso, suo e se suo, fêdo.
Aqui escrito não tem graça, mas contado por ele é de dar muita risada.


Lilia Maria

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Poetizando XX

Se o mundo é uma aldeia,
A cidade virou oca,
Onde todos se encontram
Mesmo sem sair da toca.

Lilia Maria

Óbvio

Não tem dia,
Não tem hora,
A vida é agora.

Lilia Maria

Poetizando XIX

Ele reclamou que os lábios estavam salgados...
Ô homem desatento!
Os olhos estavam vermelhos de tanto chorar...

Lilia Maria

Poetizando XVIII

Das estrelas da minha constelação
A mais brilhante
Está mais distante
Dos olhos
E do coração.

Lilia Maria