segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Coisas da vida


Há coisas na vida
Que é preciso experimentar
Sem medo de perder,
Sem medo de gostar.
Há coisas na vida
Pelas quais precisamos passar
Sem medo de viver,
Sem medo de se magoar.
Há coisas na vida
Que precisamos sentir e deixar ficar
Sem se arrepender,
Sem se amargurar.
O naufrago que sobrevive
Jamais abandona o mar.

Lilia Maria

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

De olhos abertos


Olho gaveta abarrotada
De sonhos, desejos e fantasias.
Fecho rapidamente
Antes que saiam dali.
Preciso de fatos concretos,
Dados, fotos e objetos.
Coisas que me remetam ao que há
E não àquilo que já existiu
Ou que foram apenas frutos da imaginação.
Não é tempo de utopias,
De flutuar em nuvens coloridas,
De viver em devaneio.
Agora tem que ser apenas realidade,
Depois posso voltar a sonhar.

Lilia Maria

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Conformismo


Bem querer mora lá,
Onde eu deixei ficar.
Não ocupa espaço,
Mas ocupa o tempo,
Tempo de perder,
Tempo de achar.
Achar que a vida é vazia
E assim se acomodar.

Lilia Maria

Maluquices de Lili (II)

Mato a sede,
Espanto o frio,
Mas sou boazinha,
Viu?

Maluquices de Lili (I)


Era tanta gente!
Gente que não acabava mais.
Brancos, pretos, amarelos...
Deus, por que não há gente lilás?
Tem gente verde-doença,
Cinza-fuligem,
Vermelhos meio canibais.
Tem gente que até não tem cor
De tanto se isolar,
Mas nunca vi alguém lilás.


Lilia Maria

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Divagando

Quando acaba a primavera
Ainda restam flores a desabrochar,
É como chegar na velhice
E de novo aprender a namorar.
Reaprendemos aprendendo
Ou aprendemos a reaprender?
Nunca é como foi,
Nunca foi como será.
E a vida continuará.

Lilia Maria

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Abraços

Você já pensou que um abraço é muito mais íntimo que um beijo?
De repente é assim...
Você mal conhece a pessoa e já oferece o rosto para o beijo...
Os lábios tocam sua pele, solta um estalido e pronto, já foi...
Já o abraço... Ah! o abraço!
A gente não sai abraçando por aí...
Abraço é coração com coração,
Às vezes até batendo em uníssono!
Dois braços o envolvem e oferecem aconchego.
Normalmente este aconchego é mútuo...
Dificilmente alguém abraça sem ser abraçado,
É quase um ato contínuo.
É energia trocada...
É sentimento compartilhado,
Seja ele de alegria ou de pesar.
Os corpos se tocam em muitos pontos,
Você sente o perfume,
Você sente a vibração,
Há sempre emoção...
Não importa o motivo do abraço,
Ele é sempre carregado de carinho,
De vontade de estar junto,
De envolvimento,
De consideração,
De doação,
De respeito.
Seja o abraçado amado ou amigo,
Este é o momento do encontro das almas,
Até porque o amigo sempre é muito amado!

Lilia Maria