quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Contradição


Nas linhas certas
Do torto escrito,
Nasce o ser,
Morre o mito.
Cresce o menino,
O homem desponta,
E nem se dá conta
Que o tempo passou,
Mas nada mudou.

Lilia Maria

Pedras preciosas



Contas de rezar,
Do terço,
Dos brincos,
Do colar.
Contas que contam histórias.
Contas de contar,
De sentir,
De olhar.
Contas que iluminam
Os sonhos que eu sonhar.
Contas preciosas
Que insisto em guardar.

Lilia Maria

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Vitoriosa

 Quero sua risada mais gostosa
Esse seu jeito de achar
Que a vida pode ser maravilhosa...

Quero sua alegria escandalosa
Vitoriosa por não ter
Vergonha de aprender como se goza...

Quero toda sua pouca castidade
Quero toda sua louca liberdade
Quero toda essa vontade
De passar dos seus limites
E ir além, e ir além...

Ivan Lins
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Hoje acordei com esta música. É uma das minhas preferidas. Ela me emociona. Creio que sou uma vitoriosa. Vencer meus limites, este foi, é e será sempre o meu grande desafio.
O que me limita não é o pensamento do outro, mas o que penso eu. Vencer meus limites não é para vencer o outro, mas para vencer a mim mesma.
Não estou competindo com ninguém, mas tentando amadurecer para ser feliz. Sempre é tempo de buscar dentro de nós mesmo aquele ser que escondemos do mundo...

Lilia Maria

domingo, 16 de outubro de 2011

Censura


É difícil escrever
Sem mostrar o fundo d’alma,
Sem soltar a mordaça
Que cala o grito angustiado
Que ficou no peito enroscado.
E quando por fim
As palavras de desprendem
E brincam na folha de papel,
Metade a censura corta,
E a outra metade
Já não tem o mesmo sentido.
Assim morre a inspiração
Refém da meia verdade,
Da solidariedade,
Da falsa ilusão.

Lilia Maria

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Explica mas não justifica

O um espera o dois,
O dois espera o um,
Ninguém vai,
Ninguém fica.
Só a vontade justifica
Que beijo da boca carmim
Ainda espera por mim.
Ele é só felicidade
De quem mata a saudade.
Te amo um,
Te amo dois,
Te amo mais que feijão com arroz.


Lilia Maria

O que é o amor?

Seria o amor como o mar?
Imenso, poderoso, envolvente, profundo.
Ora agitado, ora manso,
Ora em alta, ora em baixa,
Lindo quando encontra o céu e traça o horizonte.
Assustador?

Seria o amor como o vento?
Morno, suave, gostoso, arrebatador.
Ora vigoroso, ora calmaria,
Ora trazendo a tormenta, ora trazendo a bonança,
Uma brisa, um sopro, um furacão.
Inconstante?

Seria o amor como a terra?
Cheia de segredos, de vida, macia, arenosa.
Ora fértil, guardando a semente a geminar,
Ora árida, seca, sem nada para dar,
Mas sempre uma promessa de vida por começar.
Esperança?

Seria o amor como o fogo?
Quente, doloroso, que ilumina, que arrasa.
Ora bem vindo, ora maldição,
Ora incontrolável, ora uma chama.
A grande conquista do homem.
Fascinante?

Lilia Maria


Mais uma repostagem. 
Presentes os quatro elementos: fogo, água, terra e ar. Eles são tão essenciais quanto o amor.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Eternas crianças


Não importa o quanto já tenhamos vivido,
Não importa o quanto já tenhamos sofrido,
Não importa os tombos e os tropeços.
Guardamos no fundo da alma,
Em algum lugar
Muito bem escondido,
A graça e a ingenuidade
Que nos faz ser eternas crianças,
De olhar puro e confiante,
De sorriso aberto e sincero,
Com muito amor no coração.
Somos crianças quando não temos medo de errar.
Somos crianças quando não temos medo de sonhar.
E sonhamos tentado o sonho realizar.
Não aconteceu?
Damos uma pirueta,
Fazemos uma gostosa careta,
Rimos da sorte e da vida,
E vamos lá!
Continuamos a brincar.

Lilia Maria

Simplista? Nem tanto. A vida é para ser levada a sério, mas não deixamos de ser sérios quando tentamos aprender com os nossos erros e acertos. Só não podemos nos deixar abater quando não conseguimos realizar os nossos propósitos. Cada um de nós guarda no fundo da alma a criança que um  dia fomos. Temos que resgatar dela a vontade de seguir em frente. Se morrer esta criança, morremos junto com ela e aí não sei se a vida vale a pena. 
As crianças não têm medo de recomeçar, e tentar, tentar, tentar...
Fica velho aquele que acha que não há mais nada a fazer ou aprender.
Enquanto vivermos, devemos ser sempre aprendizes, e assim experimentar o novo de novo, mesmo que este "novo" seja apenas uma releitura do que já passou.
Feliz dia das crianças a todos os meus amigos de todas as idades.